29 de fev de 2012

O mais belo mistério da natureza - poesia de Tássio Revelat


O mar apareceu na minha frente,
Suspirei todo o ar do universo e uma onda de emoção inundou o meu ser,
Risos e lágrimas sem fim.

Toda minha vida transformada num instante.
Não existe milagre maior,
... É o mais belo mistério da natureza,
Um símbolo prodigioso da felicidade eternizada.
Poesia Inexprimível.
Sou Pai.

Tássio Revelat

28 de fev de 2012

A idade e a mudança - Lya Luft

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
A Idade e a mudança

- Lya Luft - aos 74 anos.




"Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo
contemporâneo.

Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas
as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como
não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de
descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório
há quase uma hora exibindo minha inteligência,
e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de
eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?'



Onde, não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado
'juventude eterna'.
Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas
cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de
senhoritas, mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se 'mudança'.

De fato, quem é escravo da repetição está condenado
a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer
é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme
em que morou a vida toda para um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia
guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida
mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens
do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou
um baita emprego por um não tão bom,
só que em Florianópolis,
onde ela vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada,
chora-se muito, os questionamentos são inúmeros,
a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita,
e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos,
e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as
rugas sumirem,
só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho..."

Lya Luft

21 de fev de 2012

Flor de lótus

Flor de Lótus, simboliza elevação e expansão espiritual.
Assim como a ostra nasce do lodo, gerando pérolas finas,
esta flor também surge de águas lodosas.

Aprendamos com ela a ser explendor, mesmo nas situações aparentemente difíceis!!!



20 de fev de 2012

Para desobstruir o olhar!!

Para desobstruir o olhar!!
Uma leitura necessária. Percepção.
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Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro. Ele tocou 6 peças de Bach por aproxim...adamente 45 minutos. Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.

Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.

Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.

Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.

O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças. Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.

Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente. Ele recebeu $32. Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.

Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas. O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: NÓS PERCEBEMOS A BELEZA ? NÓS PARAMOS PARA APRECIÁ-LA ? NÓS RECONHECEMOS TALENTO EM UM CONTEXTO INESPERADO ?

Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser:


SE NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA PARAR E OUVIR UM DOS MELHORES MÚSICOS DO MUNDO TOCANDO ALGUMAS DAS MELHORES MÚSICAS JÁ COMPOSTAS, QUANTAS OUTRAS COISAS MAIS NÃO ESTAMOS PERDENDO ???

***


Tradução: Sammy Damaxx

6 de fev de 2012

Em mim( poesia de amor)- por Miliane Tahira


Em mim


Fora de mim
dentro de mim
Reside sua presença

encanto

que canta
em cada canto

Serei jardim
de pousos
completos
repletos
de um beija flor..

Amor
olhar
direções
respirações...

de fora
de dentro..
além momento..

Constatar...
viver...
ser...

..em cada átomo: você !!

Palavras dançadas – Ritmos que estruturam e desestruturam



Palavras dançadas – Ritmos que estruturam e desestruturam:


Ao escutar temas de dança, cinestesicamente começo a dançar...
Num átimo, a oralidade se faz música e vivo a dimensão imagética
Na Fundação Cultural, uma produção social
FUNCEB – alianças entre entidades fazem da dança uma representatividade

O Espaço é público o que oportuniza a participação efetiva
O processo ensino aprendizagem a fluir
Fazendo da dança uma condução integrando o saber e sentir

Beth Rangel traz entre tantas esferas - a integração
A dança é vivida como dimensão social e política,
Onde está pressuposta a educação
Sem esquecer da produção artística

O CEE aprova mudança curricular,
A população pode profissionalização em dança almejar,
Essa é uma conquista de identidade profissional
Em nível médio e na vida populacional

E nessa constante cinestesia ,
deslizo nas melodias...

Arte visual e dança são os recursos

Experimentado em crianças do semiárido baiano
É feito um estudo dos seus percursos

Algumas indagações são feitas
Educação pode acontecer em mudanças contínuas?
Para mim aprendizagem não é receita!

Descompassei nesse instante,
Pois há uma fala contraditória,
Educação é mudança constante!
Esta faz parte da história.

Durante essa palestra,
A minha dança teve outra ruptura,
Diante da outra pergunta da atual conjectura
Da possibilidade de não se perder dentro das informações
Na Educação sinto que faz parte,
O processo de abertura e colisões...

Mas a pergunta que gera foco
O que você deseja afinal?
É o que traz o educador ao recorte
E potencializa o objetivo final

Ricardo Biriba trata de especialização
Que leva o professor à ARTE EDUCAÇÃO
Fala de uma formação ampliada
Mas ficou uma inquietação
O professor em sua imagem modificada.

Utilizar recurso artístico não é ser arte educador
Então esse caminho é do artista ou professor?
Duas profissões integradas onde a arte deve ser o caminho
E a aprendizagem o resultado
Como trabalhar dessa forma em um currículo fragmentado?

Enquanto artista isso é possível identificar
Em uma aula de arte o técnico ultrapassar
Arte leva a conteúdos, posto que é projeção
À emoção, descoberta e expressão

Voltei a dançar com fluidez
Aprendizados significativos foram exaltados
A convivência e o relacionar-se
Conteúdos humanos integrados

Aprender a ser e ver-se no outro -relação
A dimensão do espelho -Coreografia em dupla
A dança muda de intenção
Se refaz ao olhar o outro, sem culpa.

Danças que se implicam, se atestam
Uma redimensiona a outra tornando uníssona
E se afetam...

Sinto dançando o que a oralidade expressa
Ao fim dessa palestra
A inteligência integral só é possível com a sensibilidade
Conceitos não traduzem sentimentos
A dança possibilita pluralidade

Palavras não traduzem literalmente a emoção
Apenas tentam representá-la,
Uma tarefa de difícil execução
Poesias tentam alcançá-la.

Que dança fluida proporcionou -me

A Estética de Yemanjá Ogunté

A dimensão do sagrado
Arquétipo revelado
Divindade do candomblé

Fusão de opostos – diversidade
Leve e suave – fluxo contínuo
Pesado forte – densidade

Yemanjá embora uma,
Desdobra-se em sete variantes
Duas são mais trazidas
Ogunté e Asabah - suas veias dançantes

O corpo manifestado
Tem as suas representações
Ogunté liga presente e passado
Físico e espiritual
Material e transcedental

Princípios de ancestralidade, holismo e oralidade
Unem-se ao cosmo através da corporalidade

Membros inferiores representam ancestrais
Associei a bioenergética que trata da base
Da estruturação comumente feita pelos pais.

Iniciação reforçada e atualizada
Sinto que respiro calmamente dançando
Minha dança consegue ser contemplada
Meus sentidos vão se organizando...

Associo à dança do ventre
Minha companhia e combustível de vida
Cada passo uma respiração
Cada emoção um som e canção

Os sentidos da terra e força são exaltados
Citaria Gil quando diz - o Baião, Xote e Xaxado
Vem debaixo do chão
Manifesta força e execução.

O Conceito de Tempo, dimensão relativa
Passado como inspiração
Presente como respiração, futuro aspiração
Relação imbricada / disassociativa.

A Dança continuou fluindo no Ilê Aiyê

Projeto comunitário – instâncias unidas
Dignas de se ver,
Vivências permitidas.

Em torno do eixo juventude e cultura
Afirmação positiva de valores
Produção e procura
Movimentações artístico-sociais –culturais
Idéias e perspectivas com teores.

Preocupação étnico/racial
Educação contemporânea, movimento organizado
Sujeito que em raça classificado
Afro brasileiro - núcleo cultural

Em 1974 no Curuzu surgiu
Repressões artístico-culturais diluiu
Dentro de várias possibilidades
A dança profissionalizante surgiu como realidade.
Em sua atmosfera
São trabalhados conceitos da nossa era
Cidadania, história, criação e diversas linguagens.
Um projeto onde ampliam-se abordagens.

Depois de dançar durante toda à tarde
A minha sensação é de satisfação
Ao contrário da exaustão
A manifestação da minha alma pulsa e arde.

Agradeço esse presente
Oportunizado pela FACED
Pois minha trilha com certeza é essa
É dança/educação que minha alma pede...



(Miliane Tahira -Miliane de Lemos Vieira)

5 de fev de 2012

A dança de Iemanjá e sua simbologia

Iemanjá
Por Debora Rocco em January 7, 2008





Esta Deusa Lunar das Mudanças, é considerada Rainha dos Mares, a sua abrangência na Vida é bastante ampla.

Ela rege o destino das coisas que precisam ser modificadas, e traz novo alento a todos aqueles estão submergidos em problemas.

Iemanjá rege a mudança no ritmo da Vida, pois ela esta ligada ao Elemento Água.

Ela preside os rituais relacionados com o nascimento e a volta as origens, que é a morte, e também aos movimentos que se caracterizam pelo desenvolvimento das coisas, e dos projetos, assim como a expansão e a propagação de novas ideias.

Os rituais principais dedicados a Ela, celebram-se o dia 2 de Fevereiro.

O arquétipo de Iemanjá, assim como o da Deusa Artemis, é responsável pela identificação que as mulheres experimentam de si mesmas, e que as leva a sua própria individualidade.

Quando a Deusa Iemanjá dança, ela corta o ar com uma espada em sua mão, simbolizando com esse corte um ato psíquico que conduz a individualização, pois ao separar as coisas, deixa somente aquilo que é necessário para que a individualidade aconteça.

A Espada Dela, símbolo do Poder Cortante, que permite discriminar e ordenar os aspectos da psique, também pode levar ao abraço de sereia da Deusa, que é a morte.

Quando dança, a Deusa coloca a mão na cabeça, indicando assim a sua individualidade e por isso, é chamada de”Yá Ori”, ou “Mãe de Cabeça”.

No ritmo dos tambores, Ela toca a nuca com a mão esquerda, simbolizando o passado da humanidade, o “Mar do Inconsciente Cósmico”, a nossa origem eterna, a e a testa com a mão direita, significando o futuro em direção à consciência individualidade, de cada um de nós.

A Deusa Iemanjá dança o seu Poder representando a origem mitológica da humanidade, unindo o passado e o futuro, materializando um presente sempre eterno, através do despertar da consciência do que somos aqui e o agora, neste exato momento de nossa existência, pois sem passado não ha futuro, sem saber de onde viemos não sabemos o que somos, nem para onde vamos.

Sendo assim, Ela nos lembra em seus rítmicos passos, que a totalidade está na união dos opostos, do consciente com o inconsciente, do passado com o futuro, e dos aspectos masculinos com os femininos, que existem em todos nós.

As mulheres que estão em íntima conexão com esta Deusa, conhecem seus ciclos lunares, e como ele afeta suas vidas ao relacioná-las com as fases do astro prateado, aceitando em si mesmas a presença inegável do vai e vem das marés da Vida e do Amor, berço do rico psiquismo feminino.

Compreender e aceitar Iemanjá, equivale a compreender e aceitar a nós mesmas, por que este entendimento, nos encaminha à nossa individualidade, à descoberta dos Ser único que somos, como somos e porque de nossa existência.

O mito desta Deusa das Águas, é o mito de toda mulher, enquanto Criadora e força motriz de toda Vida, que não só começa na água, como depende dos ciclos da Lua, intensamente vividos por nós, e que propaga a existência, nas mudanças de todas as coisas, num interminável nascer, viver, morrer, e novamente renascer, nas “Águas da Mãe Iemanjá”.