7 de out de 2014

Eleição: balança e manipulação por Miliane Tahira




Como psicóloga entendo a manifestação da dor e, também, a mente doentia de um psicopata.....
Estou lendo o "Colecionador de Lágrimas" e mesmo sabendo se tratar de um romance, comungo, faz muito tempo, com essa ideia que a maior vulnerabilidade de um povo para ser manipulado, como foi o caso do Nazismo, é a mágoa... 
um povo ressentido e amargurado torna-se presa fácil de psicopatas e pessoas inescrupulosas que se colocam como opostos a condição original que gerou o rancor... 
É importante nos distanciarmos da nossa dor para não cairmos no conto do Vigário e transformarmos bandidos em heróis... a força da expectativa é proporcional a força do descontentamento.. 
Sejamos realistas... em uma sociedade do "jeitinho brasileiro" não elegeremos um único representante que não aponte em seu governo irregularidades.... 
Não defendo a corrupção: sou contra!!!! Mas o micro representa o macro e vice-versa!!!!
Sou vigilante em relação aos meus próprios comportamentos para não "atirar pedra em telhado de vidro" enquanto no cotidiano furo fila e outras infrações comuns, principalmente nessa barbárie transito...
Estou atenta as posturas diante da corrupção,.. essas sim... quero e devo apurar enquanto cidadã..
Pelo discurso de raiva ao PT ,entendo também criei expectativas a mais do que QUALQUER partido possa cumprir, não podemos esquecer das raízes e escândalos do PSDB, especialmente a concepção e história de privatizações e também escândalos de corrupção....
Sejamos realistas e pesemos na balança o nosso voto, legítimo em situação de mudança, deixemos a dicotomia de por uma dor santificar um lado em detrimento do outro.... ACM Neto venceu pela mágoa de um grupo, e não pelo mérito dele... Vamos nos olhar, cuidar e termos amor em vez de dor.... Sigamos!!!!!!!!

 Na minha balança é Dilma!!!!!!!!!!!

Miliane Tahira

Condição especial: Inclusão, será que estamos preparados? por Miliane Tahira









Da mesma forma que só entendemos em uma sociedade excludente o que é ser efetivamente excluído quando nos encontramos em uma condição especial.... sobre esse terreno não adiantam cursos se não tomarmos a INCLUSÃO enquanto ATITUDE... se não conseguirmos ter uma atitude de empatia frente a necessidade daquele irmão que sou eu em outro contexto... 
Temos que ter a capacidade de (des)egoificar e entender o que é para o Outro estar em condições, por vezes, de cuidado...
O que isso gera? quais as necessidades de adaptação para de fato ser Incluído? 
Será que estamos preparados para desacelerar os passos para que esse outro nos acompanhe? Será que estamos preparados para ceder a nossa vez para aquele que está em condição de maior vulnerabilidade? Será que estamos preparados para assumir mais tarefas e trabalhos frente aquele que está numa condição maior de dependência?
Se não tivermos essa sensibilidade ficamos no Plano do Intelecto e do discurso e esses elementos não modificam uma realidade... se não conseguimos acolher, amar e aceitar uma condição de ser e estar na minoria, diferentemente adaptado, então não estamos sendo inclusivos...

Miliane Tahira